
A Secretaria de Saúde não recomenda teste rápido para detectar bactéria
A Secretaria de Saúde não recomenda que as pessoas procurem os hospitais para fazerem testes rápidos para detecção da bactéria Streptococcus. Segundo nota divulgada pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica/SVS/SES, a notificação positiva derivada desses exames não implica que a pessoa tenha o Streptococcus Pyogenes e, se tiver, não quer dizer que esteja doente, visto que de 5% a 15% da população possuem a bactéria nas vias respiratórias e levam uma vida normal.
“Consideramos a realização desses exames uma perda de tempo porque a presença da bactéria Streptococcus não significa que a pessoa vá ficar doente. Além disso, o uso de antibióticos, que muitas vezes é adotado após o conhecimento do resultado do exame, é totalmente contra indicado para uma pessoa saudável”, explica a diretora de Vigilância Epidemiológica, Sônia Geraldes. Segundo ela, o simples fato de saber que tem a bactéria, por sí só não possibilita o isolamento do Pyogenes.
O alerta para a população, é que diante de febre, dores no corpo e, sobretudo, dificuldade em respirar, o doente seja levado ao pronto-socorro mais próximo para uma avaliação. “Encaminhamos notas técnicas aos nossos hospitais para que os profissionais tenham uma atenção maior com os pacientes que apresentam esses sintomas”, informa a diretora.
Ainda segundo a médica, a lavagem das mãos é a melhor forma de evitar todos os tipos de infecção por estreptococos do grupo A. Lavar as mãos, especialmente após tossir ou espirrar, e antes e depois de cuidar de uma pessoa doente, ajuda a evitar a transmissão de germes.
A esterilização de ambientes, de acordo com Sônia, não é necessária, devendo-se fazer a limpeza normal dos ambientes, medidas que são indicadas no dia a dia, independente de qualquer situação.
A análise da situação no Distrito Federal continua mostrando que a cidade não enfrenta um surto pela bactéria Streptococcus Pyogenes porque não houve contato prévio entre os pacientes que adoeceram e os casos ocorreram em diferentes regiões do DF. “Lidamos com um surto quando se trata de vários casos numa comunidade fechada e isso não vem ocorrendo”, observou a médica.
Confira a Nota da Diretoria de Vigilância Epidemiológica:
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVEP/SVS), esclarece que não há registro de outro caso da bactéria Streptococcus Pyogenes, pois, a confirmação da mesma se dá em líquidos nobres, conforme nota técnica já divulgada.
A DIVEP/SVS informa ainda que os hospitais privados possuem teste rápido à Streptococcus, coletando material da orofaringe, no entanto, isso não significa que as pessoas estão doentes ou que tenham a Pyogenes.
Como divulgado anteriormente, cerca de 5 a 15% da população já possui a Streptococcus nas vias respiratórias. Isso não quer dizer que estejam doentes ou que seja da sepa Pyogenes. Dessa forma, as notificações positivas dos testes rápidos à Streptococcus, não implica doença ou Streptococcus Pyogenes.
Portanto, a DIVEP/SVS ressalta que a confirmação dos casos ocorre somente quando a bactéria é encontrada em líquidos nobres.
Divep/SES
Arielce Haine- SES/DF














